Davi e Gengis Khan – Dois grandes gestores

Quero lhe contar a história de duas pessoas muito importantes: Davi, o terceiro rei de Israel, e Gengis Khan, o imperador Mongol.

Conta a história que Davi, antes de ser rei, fugia do Rei Saul, que queria lhe tirar a vida. Para isso ele escondia-se em cavernas. Neste tempo juntaram-se a Davi alguns homens de má fama. Certa vez, Davi mencionou que gostaria de tomar a água de um poço que estava localizado no meio de seus inimigos, ele não pediu isso para ninguém, apenas mencionou. Três de seus homens, sem falar nada a Davi, desceram de seu esconderijo, esgueiraram-se pelo território inimigo, pegaram a água e, mesmo correndo risco de vida, trouxeram a água desejada por Davi.

De outra feita, conta a lenda que Gengis Khan, aos 13 anos, matou seu irmão por conta do roubo de um peixe. O imperador tinha um exército poderoso ao seu serviço e, com este exército, matou cerca de 40 milhões de pessoas. Este número não é preciso, há quem diga que foram 20 milhões e quem diga que este número chegou a 60 milhões. De qualquer forma, o fato é que ele impunha o medo por onde passava.

Ambos, Davi e Khan, conseguiram um feito incrível: conseguiram fazer com que as pessoas que estavam com eles dessem o seu melhor.

O que isso tem a ver com este blog? É o seguinte: muitos dizem que o trabalho de um gestor é fazer com que as pessoas deem o seu melhor no que fazem. Não concordo que esta seja a melhor definição para o cargo, mas é a que mais ouço por aí. Estes dois grandes homens conseguiram isso.

A diferença entre os dois foi o método que utilizaram para chegar a este fim. Um utilizou seu exemplo e inspirou as pessoas a segui-lo, o outro fez com que todos o temessem, e as pessoas o obedeciam.

No final das contas, se o trabalho de um gestor é fazer com que as pessoas deem o seu melhor, ambos foram ótimos gestores. Podemos dizer até mesmo que o senhor Khan tenha sido um gestor melhor, uma vez que Davi, proporcionalmente, teve que lidar com muito mais rebeliões e infidelidades que o imperador.

Trazendo para os dias de hoje, os dois métodos continuam sendo utilizados. Alguns gestores inspiram as pessoas, levam-nas a segui-los e conseguem o mesmo nível de fidelidade que Davi conseguiu. Outros fazem com que todos sintam medo deles, intimidam as pessoas e demonstram, sempre que podem, o seu poder.

Eu não estou aqui dizendo que sou o dono da verdade, nem quero julgar qual método é o melhor. Estou me atendo aos fatos e cuidando para não me colocar numa posição superior, dizendo o que cada um deve fazer.

Um dos fatos é que é certamente mais fácil e rápido obter o melhor das pessoas através do medo. O medo é um sentimento comum a todos.

Inspirar os outros é extremamente difícil. A motivação, diferentemente do medo, é particular e muito profunda. Este é um processo que normalmente leva anos para acontecer, quando acontece.

Felizmente eu já tive a oportunidade de inspirar algumas pessoas e foi um trabalho completamente gratificante. Valeu cada segundo do meu esforço. Ainda não tive a oportunidade de amedrontar ninguém, não que eu tenha percebido.

Este post não tinha a intenção de concluir e nem muito menos ensinar nada. Exatamente por este motivo gostaria de sua opinião. Comente aí…

P.S.: Para mim o trabalho do gestor não é fazer com que as pessoas deem o seu melhor, mas sim importar-se com elas e participar de seu desenvolvimento. Mas eu provavelmente estou errado.

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