Motivação, agilidade e mudanças

O mundo mudou. Disso não tenho dúvida.

Quando eu comecei a trabalhar, o simples fato de ter que pagar as minhas contas me motivava a dar o melhor no meu trabalho, qual fosse a tarefa a ser realizada. Este tipo de pensamento dominou boa parte do mundo por décadas: funcionários eram submissos e aceitavam as demandas dos chefes, que não hesitavam em utilizar o chicote para aumentar o ritmo de trabalho.

Então tivemos diversas mudanças no Brasil e no mundo. Dentre elas, o maior poder de compra de diversas classes sociais, a velocidade no tráfego da informação e a facilidade de acesso à tecnologia acabaram fazendo com que este receio de perder o emprego acabasse. As pessoas começaram a investir mais naquilo que amavam fazer e começaram a conseguir se manter com suas paixões. Este movimento se expandiu de tal forma que a nova geração de profissionais passou a pensar de uma maneira diferente.

Falando em desenvolvimento de software, hoje em dia esta cadeia de comando e controle não funciona mais, pelo menos não na maioria dos casos. Os profissionais perceberam a importância de ter qualidade de vida e não apenas dinheiro. Em seu livro “Drive”, o autor Daniel Pink elabora esta questão com detalhes que são fundamentais para o entendimento do mundo em que vivemos. Com base em pesquisas científicas de diferentes décadas, ele comprova que o nosso entendimento sobre o que motiva as pessoas está errado, que o mundo mudou.

Então, neste novo cenário, onde se encaixa o Scrum?

O Scrum, como todo framework ágil, tem como premissas alguns pontos que vão de encontro com o que esta nova geração deseja:

  • Construa projetos em torno de indivíduos motivados. Dê a eles o ambiente e o suporte necessário e confie neles para fazer o trabalho.
  • Contínua atenção à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade.
  • As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de equipes auto-organizáveis.

Hoje, as pessoas não querem mais um relacionamento de líder/liderado, eles querem troca de ideias, onde existe o respeito mútuo e todos podem opinar. Eles querem fazer o que amam, da maneira que gostam, sabendo que vão fazer o melhor, tanto para o cliente, quanto para o produto ou serviço que criam.

Eles querem liberdade para executar suas ideias e propor soluções, não querem mais as soluções prontas, sendo apenas executores de tarefas repetitivas.

O mundo mudou. E um ambiente de trabalho ágil, quando implementado corretamete, atende às novas necessidades. Disso não tenho dúvida.

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