Retrospectiva – Olhando para dentro

Ando meio ácido, então hoje vou falar um pouco de Scrum, apenas para dar uma descontraída.

Estava conversando com um colega e, desta conversa, acabou surgindo uma maneira diferente de conduzirmos uma retrospectiva, veja se você acha interessante.

A primeira coisa que precisamos entender quando falamos de retrospectiva é que este é o evento do Scrum (e de qualquer metodologia que pregue inspeção e adaptação) onde mais podemos utilizar técnicas diferentes.

Aliás não só podemos, como também devemos, alternar entre diferentes abordagens para a condução da retrospectiva. Este é um dos eventos mais importantes do Scrum e devemos valorizá-lo, fazendo com que seja um momento produtivo e de grande colaboração.

Em minha experiência, com um time novo, eu faço o básico, uma área de discussão para o que devemos manter e uma outra para o que devemos melhorar. Com isso definido, conversamos sobre as ações que iremos tomar no próximo sprint.

Com times que eu já conheço um pouco melhor, gosto de fazer uma ou duas retrospectivas “padrão” e então trazer algo diferente. Isso faz com que não percamos o foco no objetivo deste evento e nem deixa o time desanimado toda vez que vamos para uma retrospectiva.

Mas, para voltar a falar da proposta de retrospectiva que surgiu na nossa conversa, a ideia seria adicionar alguns itens para o time pensar, de maneira que eles olhem para dentro, para os erros que eles mesmos costumam cometer.

O quadro seria divido da seguinte maneira:

Retrospectiva da Katana

Manter e melhorar você já conhece, então vou explicar apenas os itens que você ainda não viu:

Flor: Cada integrante do time deve entregar uma “flor” para um outro integrante e explicar o motivo. Por exemplo, João quer entregar uma flor para Pedro por ter sido solícito em ajudá-lo com uma dúvida técnica. Esta flor pode ser outra coisa, como um bombom real, ou algo do tipo. O legal de utilizar um bombom é que você pode fazer com que o time se presenteie.

Pedra: Cada integrante do time deve entregar uma “pedra” para outro integrante e explicar o motivo. A pedra representa algo que esta pessoa fez e não foi legal. Por exemplo, Pedro entrega para Maurício uma pedra por ele ter se exaltado numa discussão desnecessariamente. Neste caso não é legal trazer pedras de verdade para a retrospectiva, isso pode dar problema.

Katana: Cada integrante do time aponta algo que ele mesmo fez e não foi legal. Por exemplo, João coloca que a Katana dele foi um código mal feito. Vale lembrar que você não pode levar uma katana para a reunião, ok?

Esta é apenas uma maneira simples do scrum master você incentiva o time a criticar de maneira saudável uns aos outros e apontar falhas que, em alguns times, nunca aparecem.

Obrigado!

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