Vamos mudar o processo!

É comum, em muitas organizações, ouvirmos a frase: “vamos mudar o processo”. Não trago isso apenas de minhas experiências, mas de ouvir amigos e conhecidos falarem comumente sobre o mesmo assunto. “Vamos mudar o processo” é o que bradam os caciques.

E como gostamos de mudar o processo! Sempre acreditamos que mudar o processo vai resolver todos aqueles antigos problemas que temos e que, finalmente, nos veremos livres. Logo o tempo passa e vemos que nada, nada além do processo, mudou. Os resultados continuam exatamente os mesmos. Como isso é possível? 

Se desenhamos um processo completamente novo, com novas ideias, uma nova abordagem, novas métricas, como o resultado pode ser o mesmo?

Você já passou por isso alguma vez? Lembra-se disso ter acontecido onde trabalha?

Kathy Long, da process renewal, diz o seguinte:

So many organizations are pursuing the concept of process change. Unfortunately, I don’t hear many “real” success stories. Often people attend my process seminars from organizations that have tried process change in the past, weren’t successful and are now trying it again. In fact, I work with several organizations that are on their second or third attempt at process change.

O que acontece é que nós temos uma imensa facilidade de esquecer que o processo, seja ele qual for, é criado, conduzido e manuseado por pessoas, indivíduos completamente diferentes uns dos outros. Logo, quando mantemos o nosso foco no processo, estamos ignorando a maior parte de todo o contexto: as pessoas.

Fazemos isso pois mudar o processo é muito mais fácil (e até mesmo divertido) do que mudar as pessoas. Pessoas dão trabalho, exigem que os caciques tenham comprometimento, humildade e, definitivamente, nenhum amor próprio. Pessoas demoram muito para mudar, tem todos os tipos de problema e são chatas.

Além disso, não existe uma fórmula mágica para mudar as pessoas. Suas motivações são as mais diversas, algumas tem péssimos hábitos e outras são preguiçosas. Por estas, e muitas outras, dificuldades, evitamos olhar para as pessoas e mantemos o nosso foco no processo.

Rick Brenner, da Chaco Canyon Consulting, nos lembra:

Most change efforts require changes to organizational processes, and we have some great tools for representing processes. The tools are too good, though — we sometimes forget that processes have no physical manifestation. Processes are just ideas, and ideas exist only in our minds. So if a process is to change, what is in people’s minds must change — their ideas about the processes, and how they, as people, relate to the processes and to each other.

Ignorar as pessoas para uma mudança de processos é irracional. Precisamos olhar para as pessoas, precisamos de uma visão de contexto do processo e detalhada das pessoas. O foco de nossos esforços deve estar em trabalhar nas pessoas. Quando elas estiverem alinhadas e motivadas, o processo vai funcionar.

Mudamos o processo pois é fácil. Trabalhar na evolução das pessoas é difícil, mas é o desafio que qualquer gestor deve enfrentar.

Valeu.

Um comentário sobre “Vamos mudar o processo!

  1. Pingback: Retrospectiva – Olhando para dentro | Visão Tecnológica

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